A Competição Estadual de Poesia Falada – Slam ES pode receber o status de relevante interesse cultural no Espírito Santo. O Projeto de Lei (PL) 477/2026, da deputada Camila Valadão (Psol), prevê a possibilidade de os órgãos estaduais considerarem esse evento cultural como de proteção específica.
O Slam é a poesia declamada ao vivo em forma de competição. A palavra tem origem na língua inglesa e traz como significados “bater, atacar, criticar por meio de palavras”. O nome é uma onomatopeia que lembra a batida de uma porta, e a forma poética tem origem entre os trabalhadores estadunidenses, tendo sido criada por Marc Kelly Smith, em Chicago, na década de 1980.
Para Camila Valadão, a Competição Estadual de Poesia Falada, realizada anualmente, é um evento de destaque da cultura popular capixaba. O Slam-ES “constitui uma importante manifestação artístico-cultural do ES, consolidando-se como um dos principais espaços de promoção da cultura periférica e da expressão da juventude capixaba. Sua relevância social, cultural e política contribui para a democratização do acesso à arte, à literatura e à produção cultural popular”, assegura a deputada.
Na justificativa do projeto, a parlamentar afirma que o evento vai além da poesia falada, contemplando um movimento cultural coletivo e popular “marcado pelo protagonismo da juventude periférica, negra e marginalizada que encontra na poesia uma forma de ecoar suas vivências e construir novas alternativas de existência”.
“O slam amplia o conceito de produção literária e democratiza os espaços de fala e escuta, demonstrando-se enquanto um fundamental instrumento de promoção da cidadania. Nesse mesmo sentido, ressalta-se que o slam é um espaço de debate sobre questões sociais e do cotidiano, afirmando-se como um movimento estético-cultural que utiliza a poesia falada como instrumento de expressão, criatividade e invenção da juventude. O slam possibilita que jovens transformem suas experiências, dores, denúncias e perspectivas em arte e reflexão coletiva”, afirma a deputada.
Antes de ser votada pelo Plenário, a matéria terá parecer das comissões de Constituição e Justiça; de Cultura e Comunicação Social; e de Finanças. Acompanhe a tramitação do PL 477/2026 na Assembleia.




