A redução no preço da passagem de R$ 2 para R$ 1,80, em 2011, quando a concessionária do transporte coletivo solicitava R$ 2,15, foi um dos principais impactos nas finanças do sistema local. A afirmação é do diretor do consórcio Novotrans, Eduardo Carletti, feita durante audiência pública sobre a intenção da prefeitura de Cachoeiro em subsidiar o serviço em R$ 1,6 milhão, ao ano. O evento acontece na noite desta segunda-feira (12) na Câmara Municipal.
“A atitude política do PT gerou desequilíbrio no transporte. O prefeito da época Carlos Casteglione reduziu o valor da passagem, sendo que os estudos não sustentavam a decisão dele”, afirmou Eduardo, que acrescentou que o déficit perpassou e se agravou a partir da nova licitação também ocorrida durante o governo de Casteglione.
“O edital de 2014, para a licitação da concessão do transporte, dizia que os investimentos poderiam ser feitos com base na arrecadação oriunda de 1.313.386 passageiros. Os custos subiram e investimentos foram feitos pelo consórcio; porém, em 2017, o número de passageiros caiu para 933.988 usuários. Até setembro deste ano, tivemos 877.019. A conta não fecha”, falou Carletti, justificando a necessidade do subsídio.
Despesas
Outras despesas majoradas pelo diretor do consórcio foram em relação ao diesel; acumulado (2015 a 2018) de 30% de reajuste salarial diante da queda de 29% no número de passageiros.
Quanto ao Passe Livre, ainda segundo Eduardo Carletti, em 2013 a prefeitura custeou quase 50 mil passagens com vínculos sociais; já em 2017, o número caiu para cerca de três mil.
“O transporte é nosso. Quando jogamos pedra, atacamos a própria falta de mobilidade urbana de nossa cidade”, resumiu. A reportagem tentou contato com o ex-prefeito Carlos Casteglione, mas não obteve sucesso.
