Coletivo faz nota de repúdio em favor de afro empreendedora 

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O Coletivo Juventude de Axé, de Cachoeiro de Itapemirim, fez uma nota de repúdio em defesa da afroempreendedora Mariane Monteiro.

A suspeita é de que ela é vítima de ações racistas, o que a tem prejudicado na divulgação de seu trabalho nas redes sociais.

 

Segue abaixo a nota na íntegra:

 

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO E DENÚNCIA

 

O Coletivo Juventude de Axé vem a público manifestar sua profunda preocupação e indignação diante das sucessivas suspensões e bloqueios sofridos pela fotógrafa e afroempreendedora Mariany Monteiro, mulher de terreiro que utiliza as redes sociais para divulgar seu trabalho, sua arte e garantir sua fonte de renda.

Há meses, sua conta no Instagram vem enfrentando episódios recorrentes de banimento e restrições, prejudicando diretamente sua atividade profissional e sua autonomia financeira. A situação levanta um importante debate sobre os impactos do racismo religioso nos ambientes digitais e sobre como pessoas negras, de terreiro e empreendedoras continuam encontrando barreiras para exercer plenamente seus direitos e desenvolver seus trabalhos.

Não podemos naturalizar que mulheres negras, que já enfrentam inúmeros desafios para empreender em nosso país, sejam constantemente silenciadas, invisibilizadas ou tenham seus meios de comunicação interrompidos. Quando uma trabalhadora perde o acesso à sua principal ferramenta de divulgação, não estamos falando apenas de uma conta em uma rede social, mas do sustento, da dignidade e da sobrevivência de uma profissional.

O Coletivo Juventude de Axé denuncia publicamente essa situação e cobra mais transparência das plataformas digitais em relação aos critérios utilizados para bloqueios e suspensões de contas, especialmente quando envolvem pessoas pertencentes às religiões de matriz africana.

Também conclamamos toda a juventude, os movimentos sociais, os povos de terreiro e a sociedade em geral a fortalecerem o trabalho de Mariane Monteiro, valorizando sua arte, divulgando seu trabalho e demonstrando solidariedade diante de mais um episódio que evidencia a necessidade de combater toda forma de intolerância e discriminação.

Nenhum passo atrás na luta contra o racismo religioso. Nenhuma trabalhadora deve ser impedida de exercer sua profissão por causa de sua identidade, sua fé ou sua ancestralidade.