Enquanto acompanhavam com palmas a clássica “Olhos coloridos”, alunos da escola Quintiliano de Azevedo não escondiam o encanto. Na voz da palestrante, a música de Sandra de Sá encerrava mais uma atividade em Cachoeiro do movimento nacional Julho das Pretas.
A escola fica no Santo Antônio. Os bairros Bela Vista e Village da Luz também contaram com eventos, realizados, respectivamente, pelo Centro Margaridas e pelo Coletivo Tereza de Benguela.
De acordo com a Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Direitos Humanos (Semcit), a recepção à palestra, com a professora Clayde Belo, foi uma das boas surpresas para as equipes da prefeitura na programação, que durou três dias, na semana passada.
Muitos estudantes relataram sentimento de motivação após as palavras da convidada, que abordou os desafios enfrentados pela mulher diante do preconceito racial. Clayde, inclusive, recebeu das turmas o convite para voltar, em breve, para uma roda de conversas.
No bairro Bela Vista, teve mostra de artesanato, venda de comidas típicas e ações voltadas a emprego e saúde, com presença da secretária estadual das Mulheres, Fabiana Malheiros.
Já o Village da Luz recebeu edição do Sawabona, com capoeira, palestra sobre empreendedorismo e barracas com venda de roupas, doces, salgados e acessórios.
“Tivemos a oportunidade de chegar a diversas comunidades, levando conhecimento a centenas de pessoas sobre as conquistas, a cultura e os desafios que fazem parte do cotidiano e da história da mulher negra”, avalia Roselane de Araújo, coordenadora de Proteção e Política da Mulher.
O movimento Julho das Pretas foi criado após iniciativa em Salvador, em 2013, para marcar o Dia Nacional de Tereza de Benguela e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, ambos em 25 de julho.




