A Assembleia Legislativa (Ales) realizou, na noite de terça terça-feira (25), sessão solene em homenagem aos 50 anos do Grêmio Recreativo Escola de Samba Pega no Samba. A iniciativa, proposta pelo deputado Dary Pagung (PSB), celebrou meio século de história, cultura e contribuição da agremiação para o Carnaval capixaba.
Fundada em 28 de janeiro de 1976, em Vitória, a Pega no Samba se tornou uma das escolas mais tradicionais do estado, reconhecida pelas cores azul, branco e vermelho, pela criatividade nos desfiles e pelo compromisso com a valorização do samba e das tradições populares. Durante décadas, a escola do bairro Consolação ajudou a moldar a identidade do Carnaval do Espírito Santo, tornando-se um verdadeiro patrimônio cultural.
“Hoje, celebramos muito mais do que uma data: celebramos meio século de história, cultura, identidade e comunidade. A Pega no Samba nasceu para representar a alma do povo capixaba e, ao longo de cinco décadas, se consolidou como símbolo de tradição, criatividade e união”, afirmou Dary Pagung na solenidade.
Pagung ressaltou ainda que a escola “não apenas participou do Carnaval, mas ajudou a construir o Carnaval capixaba”, transformando folclore, cotidiano e memória em arte que atravessa gerações.
A sessão reuniu membros e ex-integrantes da escola, muitos deles responsáveis por manter viva a história da agremiação. Ao todo, 30 personalidades foram homenageadas, incluindo representantes de famílias tradicionais ligadas à Pega no Samba e nomes que marcaram a evolução da escola nas últimas décadas.
Durante a homenagem, Pagung reafirmou o compromisso da Ales com a valorização das escolas de samba e da cultura popular. “Esta casa reconhece a importância das escolas de samba como espaços de arte, inclusão e vivência comunitária. A Pega no Samba simboliza tudo isso com muita grandeza”, declarou.
A cerimônia foi marcada por momentos de emoção, lembranças e celebração da identidade cultural capixaba. Para o deputado, a história da Pega no Samba segue viva e com muitos capítulos pela frente. “Que possamos olhar para trás com orgulho e para o futuro com esperança, porque a história da Pega no Samba ainda tem muitos capítulos brilhantes pela frente”, disse.
O presidente da agremiação, Dannilo Amon, falou sobre a representatividade da escola na comunidade. “A minha ideia é homenagear aqueles que começaram a escola e ir misturando passado, presente e futuro. Pega no Samba faz 50 anos, de uma história belíssima para dentro da nossa comunidade. Hoje o Pega não é só cultura, também está envolvida com o esporte, e isso aí vem se desenvolvendo dentro da nossa comunidade”, disse.
“O Pega hoje não é só uma escola de samba, o Pega no Samba é a nossa casa. Hoje é isso que a nossa quadra representa, estarmos ali no dia a dia, abraçando a todos e isso é importante para nós. A minha palavra é para que vocês que estão aqui hoje entendam o que é o significado do Pega: é emoção, é sentimento, é choro”, concluiu o presidente.
Homenageados da noite, segundo o Cerimonial da Ales
- Antônio Batista
- Carlos Augusto Vieira
- Carlos Vaccari (in memoriam)
- Cléber Alves
- Clemildo Peixoto Gomes (in memoriam) – representado por Cláudia Peixoto (viúva)
- Dona Carlita (in memoriam) – representada por Tatiana Barbosa (neta)
- Família Braga – representada por Benilton Braga e familiares
- Família Coutinho – representada por Edmundo Coutinho e familiares
- Família Mendes – representada por Márcia Mendes e familiares
- Família Oliveira – representada por Jairo Liberdade e familiares
- João Bernardes
- João Carlos Pimentel (in memoriam) – representado por Leandro Pimentel (filho)
- João Ivo Júnior
- João Peregrino Ferreira
- José Carlos de Souza
- José Jomar Fernandes (in memoriam) – representado por Elza Fernandes (irmã)
- José Luiz Ramos Neves
- José Rodrigues (in memoriam) – representado por Leandro Rodrigues (neto)
- Maria da Glória Pimentel Rocha
- Maria Luiza do Rosário Loiola
- Matuzalém Miguel Barbosa
- Nelcimar Fernandes dos Santos
- Nélio Fieni
- Nelson Gonçalves
- Ney Ramos
- Regina Célia Galvão dos Reis
- Sandra Bernardes – representada por Adriana Bernardes (irmã)
- Tânia Maria Galvão dos Reis
- Vanilda Barbosa Machado Coutinho (in memoriam – representada por Walace e Tiago (filhos)
- Zeca Messias


