Por Gabriela Fonseca
psicóloga
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que psicólogos e psiquiatras não são a mesma coisa, embora trabalhem frequentemente em parceria e lidem com temas semelhantes. Seus campos de atuação são complementares.
O psiquiatra é um médico que, após a graduação em medicina, realiza especialização em psiquiatria. Ele se ocupa do diagnóstico, tratamento e prevenção de transtornos mentais, emocionais e comportamentais e pode prescrever medicação quando necessário.
O psicólogo, por sua vez, se forma em Psicologia, uma graduação que possibilita atuar em diferentes áreas: clínica (psicoterapia), escolar, organizacional, esportiva, hospitalar, social, jurídica e muitas outras.
O psicólogo não prescreve medicamentos — ele trabalha com intervenções psicológicas, escuta qualificada, acolhimento, reflexão e técnicas terapêuticas.
Ambos os profissionais são aptos a avaliar a saúde mental, e muitas vezes trabalham juntos: o psicólogo no acompanhamento psicoterapêutico e o psiquiatra na avaliação médica e medicamentosa, quando indicada.
Vale lembrar que uma mesma pessoa pode ter as duas formações (Psicologia e Medicina), mas são graduações distintas, com métodos e focos diferentes.
Principais abordagens dentro da Psicologia Clínica
Dentro da psicoterapia, existem diferentes abordagens, ou seja, diferentes formas de compreender o ser humano e conduzir o processo terapêutico. As três mais conhecidas são:
1. Behaviorismo / Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC)
Essa abordagem entende que nossos pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados.
O foco é identificar padrões que causam sofrimento e trabalhar estratégias práticas para lidar com eles.
•Ênfase no aqui e agora
•Sessões estruturadas
•Exercícios e tarefas entre sessões
É muito indicada para ansiedade, depressão, compulsões, fobias, estresse e dificuldades no cotidiano.
2. Psicanálise
A psicanálise parte da ideia de que parte dos nossos sentimentos e comportamentos é influenciada por processos inconscientes e experiências marcantes da vida.
O processo terapêutico envolve falar livremente e construir compreensão sobre si mesmo a partir da própria fala.
•Investiga padrões que se repetem
•Valoriza história, afetos e relações
•Abordagem mais reflexiva e profunda
Funciona como um mergulho emocional, buscando transformar de dentro para fora.
3. Abordagens Humanistas / Existenciais
Aqui, a pessoa é vista como alguém em constante construção, capaz de escolher e criar sentido para sua própria vida.
O terapeuta atua com escuta empática e presença autêntica, valorizando a singularidade de cada indivíduo.
•Acolhimento e compreensão profunda
•Respeito ao ritmo da pessoa
•Foco em autoconhecimento e sentido de vida
Essa abordagem favorece um espaço de encontro humano genuíno.


