Léo Camargo pode disputar vaga na Câmara dos Deputados pelo União Brasil

Mesmo afirmando que não existe nenhuma possibilidade de deixar o PL, o ex-vereador Léo Camargo, de Cachoeiro de Itapemirim, ainda tem em sua agenda conversas para uma possível filiação em outro partido e até mudar o seu projeto político de disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa (Ales) em outubro deste ano.

Camargo é o maior nome do PL cachoeirense, com base em sua votação nas eleições para prefeito em 2024. Ele obteve 23.861 votos, ficando em segundo lugar.

Para o mercado político, seu nome é um dos mais competitivos para alcançar o mandato de deputado estadual. E, por esse capital político, o União Brasil o veria como peça importante para garantir a legenda necessária para emplacar seus candidatos em Brasília.

Um dos nomes fortes do União Brasil é o do presidente da Ales, Marcelo Santos, que preside a sigla no estado. Ele se articula para concorrer à Câmara dos Deputados. Outro, é o do deputado estadual Bruno Resende.

Além disso, a ‘pressão’ para ter Léo Camargo sobe com a possibilidade da formalização da federação União Progressista, entre o União Brasil e o PP. Este último também almeja a reeleição dos parlamentares Da Vitoria e Evair de Melo, e conta com nomes de peso fora do ‘ringue’, como o do ex-deputado Neucimar Fraga; além de novas filiações que estão em articulação, como o do prefeito de Mimoso do Sul, Peter Costa (Republicanos), que foi reeleito com 84,58% dos sufrágios válidos (12.975).

Camargo está nomeado na Assembléia Legislativa, desde o dia 17 de outubro de 2025, como Subdiretor de Controle Social e Conselhos Municipais. Em recente entrevista ao Em Off Notícias, ele afirmou que a nomeação foi articulada pelo deputado Wellington Callegari (DC – Democracia Cristã), ex-correligionário no PL, e que não haveria o acordo que é tema deste texto.

As conversas entre o União e Camargo estão em curso – fato confirmado por este jornalista com o próprio Marcelo Santos. Agora, o que está na mesa são as estruturas para a campanha ofertadas pelo PL e União Brasil. De repente, o 0% de chance de deixar o partido de Bolsonaro pode virar 100%. É aguardar para ver.

Federação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu o pedido do PP e União para formalizar a federação. Para que ela esteja em vigor na eleição, em 4 de outubro, a solicitação precisa ser aceita até seis meses antes da data.

Abre caminho

Caso ocorra essa mudança de rota da parte de Léo Camargo, o caminho pode se abrir para a reeleição do deputado estadual Allan Ferreira (Podemos). A leitura é que boa parte dos votos de Léo iria para Ferreira, devido à incompatibilidade dos bolsonaristas com outros possíveis candidatos: o ex-prefeito Victor Coelho (PSB) e Norma Ayub (PP).