Hospital Evangélico de Cachoeiro conscientiza sobre os sinais do AVC

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Neste dia 29, Dia Mundial do AVC, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci) alerta para os riscos da doença, uma das principais causas de morte e incapacidade.

Referência no atendimento, o hospital oferece acompanhamento ambulatorial pós-alta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes de todo o Sul do Espírito Santo.

Segundo o neurologista do Heci, Waldemar Algemiro, o AVC é uma emergência médica e exige atenção aos sinais.

 

 

 

“Fraqueza ou formigamento na face, braço ou perna, principalmente em um lado do corpo; boca torta ao falar; confusão mental; dificuldade na fala são os principais sinais.”

 

No Brasil, a sigla SAMU ajuda a lembrar: Sorriso torto, Abraço fraco, Música alterada (fala embolada) e Urgência.

“O AVC é uma doença grave e uma das que mais matam no Brasil, mas pode ser prevenido com o controle dos fatores de risco e a adoção de hábitos saudáveis”, destaca o neurologista.

Dados do Portal da Transparência do Registro Civil, divulgados pela Sociedade Brasileira de AVC, mostram que a doença continua a matar mais que o infarto no Brasil. Em 2025, foram mais de 89 mil mortes e, apenas no primeiro trimestre de 2026, mais de 20 mil. “Os casos têm aumentado e chama a atenção o número de atendimentos a pessoas com menos de 60 anos”, alerta.

 

O que é o AVC?

O AVC ocorre quando vasos sanguíneos do cérebro se rompem ou entopem, causando a paralisação da área afetada. É uma das principais causas de morte, incapacitação e internação no mundo. Diagnóstico rápido e tratamento imediato aumentam as chances de recuperação. Por isso, reconheça os sinais e acione imediatamente o SAMU pelo 192.

Há dois tipos: o isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria que impede o fluxo de oxigênio, e o hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso com sangramento cerebral.

 

Fatores de Risco

O AVC pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em idosos e está ligado a fatores como hipertensão, tabagismo, diabetes, obesidade e sedentarismo. É fundamental ter consciência desses riscos e adotar hábitos saudáveis para prevenção.

 

Tratamento

No Heci, o tratamento com trombolítico é oferecido nos casos de AVC isquêmico que chegam até 4,5 horas após o início dos sintomas. O medicamento restabelece a circulação do sangue e auxilia na desobstrução a circulação cerebral.

 

“O hospital conta com equipe multiprofissional especializada, incluindo cinco neurologistas, residentes, clínica médica, pronto-socorro, UTIs, neurocirurgia e assistência multiprofissional (enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, farmácia clínica, serviço social e psicologia), garantindo atendimento completo’’, ressalta.

 

Acompanhamento ambulatorial

Pacientes vindos do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no Heci por AVC recebem acompanhamento no ambulatório de neurologia após a alta hospitalar.

“O ambulatório é fundamental para oferecer cuidado especializado, ajustando o tratamento conforme a evolução e a causa. O objetivo é garantir reabilitação, prevenir novos episódios e promover a reintegração dos pacientes.